quinta-feira, 15 de novembro de 2012

LAPIDANDO A NORMALIDADE

Olá! Pra quem não me conhece, sou a Ana Luiza. Tenho 19 anos, moro em Belo Horizonte e estudo jornalismo. Toda semana trarei um  texto reflexivo para vocês, falando sobre as agruras da vida, valores e dissabores do dia-a-dia e constantemente explorando a vastidão do universo. Espero que gostem!


Sempre pensei que, para se escrever com propriedade, era preciso primeiro viver as experiências. Depois, interpretá-las com certo distanciamento temporal e criticidade e adaptar a história retificando os pequenos erros, polindo-a. Mas, ultimamente, tenho percebido que os relatos mais verdadeiros são os imediatos. A escrita mais permeada de emoção é aquela que ainda mantém a essência do acontecimento, que ainda não incorporou o arrependimento ou a dúvida. É aquela que ainda é real, em que a lapidação ainda não tolheu a reação primitiva. Quando segura a caneta, o indivíduo possui a autonomia de criar a história que melhor lhe convém. Há um prazer obscuro em editar o passado ou ditar o futuro que se quer, mas, apesar da infinidade de mundos que se pode criar, só se vive, realmente, em um. Quando a tampa da caneta faz "clic", só há uma história a viver. Por que não contar essa? Não há nada mais surpreendente que enxergar a existência como experiência válida a ser relatada.

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