Caros leitores, estou de volta para continuar apresentando as minhas apostas para vocês. Continuarei no ramo da música, só que dessa vez minha aposta à nível internacional. Ninguém mais e ninguém menos do que a sereia do witch-hop, a Azealia Banks.
Para quem não se lembra, eu já falei sobre ela aqui no blog. Nova-iorquina cheia de marra que se popularizou pelos samples incríveis de suas músicas e letras ousadas vai lançar em 2013 o seu primeiro álbum, o Broke with Expensive Taste. A popularidade do EP e mixtape lançados em 2012 colocam sobre o álbum dela uma expectativa muito grande, o que acaba se tornando uma faca de dois gumes para ela, se ela conseguir alcançar essas expectativas segura-se no mercado por pelo o menos mais um ano, caso contrário veremos um Born This Way acontecer de novo. Eu particularmente acho que ela vai conseguir atender as expectativas porque a receita do sucesso ela já achou, seguindo a mesma linha de seus trabalhos anteriores dá pra produzir um álbum incrível.
Enfim, estou torcendo por ela. Que 2013 seja um ano bem produtivo pra Azealia Banks
Ao longo do mês de janeiro vou estar trazendo para vocês minhas apostas para alguns setores da industria de entretenimento/cultura. Eu resolvi começar com o ramo da música, então vamos a minha primeira aposta musical para 2013
Lúcio da Silva Souza (tem como ser mais brasileiro esse nome?) ou siplesmente SILVA, é minha aposta para a música nacional. Já considerado um "artista hype", começou sua carreira com o lançamento do EP em 2011, com cinco faixas, apesar de criticado pela falta de coesão(?) do EP, em geral a recepção do público foi bem positiva, o que rendeu a ele o lançamento do álbum "Claridão" no segundo semestre de 2012. Confesso que só conheci o trabalho dele por conta de uma faixa gratuita no iTunes Store e digo-lhes que foi um dos melhores downloads que eu já fiz. O álbum divide opinião entre críticos, já li comentários que vão de "carnaval minimalista" à "maximalista ousado".
Eu particularmente não achei o som dele tão ousado, quem já ouviu James Blake, Miike Snow ou Foster The People já está relativamente familiarizado com o som "eletronizado" do SILVA, o que foi de fato pioneiro no trabalho dele é um toque tupiniquim em um gênero que ainda não tinha representantes brasileiros. O som do álbum compensa a crítica feita ao EP, é um dos álbuns mais coesos que eu já ouvi, as faixas seguem a mesma linha: tecladinho saturado e samples gostosos repetidos várias vezes. As letras do SILVA também são incríveis, são frases bonitas, simples que beiram algo cafona, mas sem medo de alcançar a cafonice. Tem tudo para chegar lá no circuito alternativo, para não dizer que já chegou. E falando sério, obrigado SILVA pelo "Claridão"
Ei galeres! Hoje eu to trazendo pra você 5 dos meus artistas nacionais contemporâneos preferidos, é sempre bom a gente dar uma olhada na música nacional porque tem muito artista bom aqui mesmo, já deu daquela coisa chata de "brasileiro preconceituoso com brasileiro", dá pra valorizar música nacional atual sem peso na consciência. Inclusive encorajo vocês a estarem sempre procurando artistas nacionais porque valoriza a nossa cultura e shows nacionais são bem mais acessíveis.
Então vamos aos artistas:
Thiago Pethit
Paulista responsável por canções melancólicas deliciosas. O estilo dele é um indie folk com alguns traços pop, mas bem de leve (o que não é pop hoje em dia, né?) . O EP "Em Outro Lugar" lançado em 2008 deu a ele repercussão suficiente para conseguir lançar o álbum "Berlim, Texas" em 2010 e chegar esse ano com o álbum "Estrela Decadente", disponível pra download inclusive. Outra coisa que eu gosto são os clipes dele que são todos muito bem produzidos, bonitos e passa sempre a sensação de "ontem", nostálgico e melancólico até dizer que chega.
Mallu
Confesso que essa garota, quer dizer, mulher me surpreendeu, eu não gostava muito das músicas dela até o "Pitanga", o álbum mais recente, não sei se foi o relacionamento com o Marcelo Camelo, alguma intersessão sobrenatural ou evolução natural dela como artista, o importante é que as faixas estão muito boas, as letras não deixam a desejar e fica bem claro que ela já não é mais a garotinha que surgiu na cena musical uns anos atrás, agora ela é uma mulher madura e bem resolvida (?). Importante é não deixar de conferir o trabalho novo dela.
Marcelo Jeneci
Merecia ter ganhado todos os prêmios possíveis pelo "Feito Pra Acabar", foi o melhor álbum nacional de 2010. Você curte da primeira faixa até a última, mesmo passando por diversas transições durante o álbum, temos faixas com traços de pop, rock, tropicalismo e até mesmo sertanejo, mas no final acaba sendo um álbum coeso. Os vocais da Laura Lavieri são muito bons também e estão presentes em várias faixas do álbum, são tantas as faixas com os vocais dela que ele nem coloca "part. Laura Lavieri" nelas, é algo tão presente no álbum quanto o próprio Marcelo.
Tiê
A Tiê é uma artista que segue uma linha bem MPB, não dá pra falar que ela é muito inovadora ou algo do tipo, mas não deixa de ser uma boa artista. Vocês podem conhecer a música "Piscar O Olho" que foi tema na última novela das 7, música romântica gostosinha de ouvir e é essa a linha que seguem quase todas as músicas dela, o violão sempre se faz presente ( como eu disse, MPB) e seus álbuns trazem alguns covers legais de outros artistas nacionais como o Thiago Pethit, a Tulipa Ruiz e até "Você Não Vale Nada" num versão bem diferente.
Criolo
Com a força do movimento rap no Brasil nesses últimos anos não dá pra ignorar, eu particularmente não gosto de muitos rappers brasileiros, Criolo é um dos poucos conseguiu me parar para ouvir um álbum inteiro. Apesar de ser considerado um representante do rap nacional, as músicas do Criolo tem muito samba, o que deixa as faixas bem mais agradáveis, a parte instrumental das músicas dele não deixam nada a desejar se comparadas com um Seu Jorge da vida. O "Nó Na Orelha" foi ovacionado, justamente, pela crítica brasileira. Muito bom.
É isso ai galera, se alguém tiver alguma sugestão musical que quer dividir com os outros leitores do blog ou comigo podem enviar pelos comentários ou na fanpage no facebook. Sábado eu volto com mais um post. Aquele abraço
"Todo mundo curte pelo o menos alguma música trash". Com essa frase começo o post de hoje. Com o verão chegando, vem as músicas trash e não estou falando só dos super hits do verão, mas parece que o calor atordoa nosso senso crítico e nos permite gostar de músicas que não merecem nem um segundo do nosso tempo, mas infelizmente as músicas são mais fortes do que a gente e a pior parte é que o calor vai, mas as músicas trash ficam na sua vida.
Você provavelmente vai passar por todas as cinco fases do luto com essas músicas. Primeiro você se nega à música, não admite que gosta, jura pela vida da sua mãe, do seu pai e do seu papagaio que não gosta da música. Quando você não consegue mais negar que gosta da música, vem a tona a raiva, afinal de contas você passou anos construindo um gosto musical refinado para se deixar levar por ESSA música? Depois de xingar o compositor, cantor, produtor e até o artista da capa do single você começa a tentar negociar com seus ouvidos uma possível substituição dessa música lixo na sua vida, mas por mais que você tente, não dá certo. Quando você vê que não tem pra onde correr dá música você se deprime e depois de perder muito tempo se lamentando por gostar da música percebe que não há mais o que fazer senão aceitar a condição, nem tão triste assim.
Daí que vem as músicas que odiamos amar, aquelas que passam pertinho das músicas que amamos odiar. Mas a intenção do post de hoje é justamente mostrar pra vocês que não tem problema nenhum se apaixonar pela música errada, acontece com todo mundo; inclusive comigo, então vou fazer um top 5 das músicas mais trash que eu to ouvindo nos últimos tempos.
5. Banda Uó - Faz Uó
Até o lançamento do álbum com composições originais, eu justificava meu apreço pela banda por eles fazerem versões engraçadas de hits indies, ou seja, brincavam pegando o cult e deixando pop. Além das letras hilárias das músicas que fazem uma referencia direta à música brega. Mas o lançamento do álbum "Motel" me forçou à admitir que eu gosto mesmo é do brega-trash-pop deles, independente dos samples indie, então o quinto lugar fica pra eles com o primeiro single do álbum, Faz Uó.
4. Gaby Amarantos - Xirley
Vocês já devem estar percebendo a minha tendencia à música brega, né? Mesmo a Gaby Amarantos tendo sido ovacionada pelos críticos de música que à tentam transvestir de cult usando palavras bonitas e exóticas para definir o estilo dela, a gente tem que admitir que é só uma artista do tecno-brega paraense, salvo algumas músicas do álbum dela, mas a maior parte é tecno-brega pesado mesmo. Confesso que eu curti essa música por motivos de: café coado na calcinha + batida tecno eletrizante + super curti a jornada rumo ao sucesso da Xirley.
3. CSS - Ódio, Ódio, Ódio, Sorry C.
Por mais que o álbum mais recente do Cansei de Ser Sexy, o La Liberación seja incrível e não passe pela minha cabeça classifica-las como música lixo, as faixas mais antigas da banda tipo a Ódio, Ódio, Ódio, Sorry C. são trash, o legal dessas bandas que fazem música trash e evoluem com o tempo é que dá pra fazer um paralelo. Eu mesmo sempre gostei e hoje em dia só consigo me perguntar, como eu já curti a pior fase deles?
Olá negões, vocês provavelmente já se depararam com a música do Will.I.Am com a Britney e chegaram a uma conclusão inevitável de que a música é horrível. É o que eu classifico como headache pop, música com batida irritante que te dá uma dor de cabeça desgraçada, além da letra não ter pé nem cabeça. Mesmo reconhecendo tudo isso, acabei gostando a música, não sei se foi a beleza do clipe, os memes que ele me ofereceu ou as teorias de conspiração que surgiram, o importante é que eu curti. Bring the action!
1. Bonde do Rolê - StarChiC (Nicki Minaj Cover)
Starships da Nicki Minaj por si só já era uma música ruim o suficiente, encaixa na mesma categoria de Scream & Shout, o som é enjoativo pra caramba e se você ouvir mais de duas músicas desse modelo você fica com dor de cabeça e o rap da Nicki Minaj nunca me agradou. Agora uma versão do Bonde do Rolê da música é atingir outro nível de "trashice", eles adicionaram as batidas do funk carioca bem típicos da banda e fizeram uma letra que mais parece um poema surreal do que uma música, e mesmo tendo tudo pra ser uma música que eu detesto e não deixo nem na playlist dos meus amigos, a música acabou me conquistando. Confiram a música mais trash de hoje e aquele abraço.